Inquérito Policial aponta esposa como mandante da morte do próprio marido em Cruz das Almas

Uma mulher foi presa suspeita de ser mandante do assassinato de seu próprio marido, em Cruz das Almas. A Polícia Civil, que investigava o caso da morte do comerciante Luciano Gonçalves de Almeida, de 51 anos, morto no dia 05 de dezembro de 2018, no Ponto Certo, Zona Rural de Cruz das Almas, concluiu o inquérito no último dia 15.

Em seu depoimento, ela relatou que seguia no veículo ao lado de Luciano, quando um casal teria sido vítima de um assalto. Ainda segundo o relato dela, dois homens interceptaram o casal numa estrada vicinal, às margens da BR-101, quando o marido parou o veículo e desceu para urinar.

Durante as investigações, foi apurado que o casal não vivia bem e o relacionamento era conturbado com ameaças e agressões. A mulher tinha um comportamento violento quando ingeria bebidas alcoólicas e chegou a tentar contratar uma pessoa para assassinar o marido. De acordo com os depoimentos colhidos no inquérito, nenhum dos familiares acreditou que Luciano teria sido vítima de assalto, especialmente pelo fato de não ter sido levado nenhum pertence durante a ação dos criminosos.

Conforme o inquérito, a mulher relatou que “conviveu maritalmente com Luciano Gonçalves de Almeida por aproximadamente 26 anos. Ela disse que no relacionamento conjugal existiam traições em ambas as partes e sempre propôs a separação, solicitando a Luciano algumas casas de aluguéis que possuía, a pensão dos filhos e as despesas da família, o qual por sua vez não aceitava a separação, dizendo que a amava muito e que queria permanecer juntos até a morte. Durante as discussões que tinha com seu marido, admite que o ameaçava de morte, bem como, Luciano lhe ameaçava e agredia, tendo somente revidado uma vez, arremessando um ventilador em sua cabeça. Disse ainda que já ateou fogo em um sofá da residência para obrigar Luciano a comprar outro”.

Conclusão

Diante disso, a Polícia Civil concluiu que Luciano Gonçalves de Almeida morreu devido a um disparo de arma de fogo feito por dois indivíduos, não identificados, e sem elementos que levassem à sua identificação. E que existem indícios relevantes de que sua esposa fosse a articuladora do crime. Pois, afirmou para terceiros que desejava a morte do cônjuge, além de viver um relacionamento conturbado com ameaças e agressões, bem como a indiciada esteve com a vítima e orientou o percurso, onde aconteceu o crime, que não é habitual no município, assim existem provas da autora ter participação do fato delituoso fundamentadamente disposto no Artigo 121, §” 2 IV do Código Penal”.

  • IV – à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido;
  • V – para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime:
  • Pena – reclusão, de doze a trinta anos.

Com informações do site Revista Recôncavo

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